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Seg, Out

Você sabe o que o que são cuidados paliativos?

     Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, "cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais".

    A OMS enfatiza que o tratamento paliativo deve ser iniciado o mais cedo possível, no curso da doença  durante o tratamento ativo.

    Os cuidados paliativos são aqueles que promovem a melhoria na qualidade de vida do paciente e de seus familiares no decorrer de uma doença crônica e têm como princípios o alívio do sofrimento e o tratamento da dor e de outros problemas físicos, psicológicos, sociais e espirituais. Tais cuidados visam manter a dignidade humana no decorrer de doenças graves, na terminalidade da vida, na morte e no luto. É importante salientar que tais cuidados não aceleram nem adiam a morte, mas oferecem ações destinadas a fazer com que o paciente viva tão ativamente quanto possível até o momento da sua morte. São variados os profissionais envolvidos nesse trabalho: médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, orientador espiritual, dentre outros.

     O novo Código de Ética Médica, do Conselho Federal de Medicina, que entrou em vigor no dia 13 de abril de 2010 levou em consideração os cuidados paliativos. O Capítulo I, artigo 22º prevê que, em casos de doença incurável e terminal, o médico deve oferecer os cuidados paliativos disponíveis sem utilizar ações diagnósticas ou terapêuticas obstinadas ou  inúteis levando em conta a vontade expressa do paciente ou de seu representante legal. O Código de Ética  Médica também diz que ao médico não é permitido abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido.  

    Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de câncer e de outras doenças em fase avançada, como demências, doenças cardíacas, pulmonares, renais, onde algumas modalidades de tratamento clínico, cirúrgico e radioterápico são essenciais para alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.

 

Os princípios dos cuidados paliativos são:

· Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.

· Reafirmar vida e a morte como processos naturais.

· Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.

· Não apressar ou adiar a morte.

· Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.

· Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.

· Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

 

Os pontos considerados fundamentais no tratamento são:

· A unidade de tratamento compreende o paciente e sua família.

· Os sintomas do paciente devem ser avaliados rotineiramente e gerenciados de forma eficaz através de consultas frequentes e intervenções ativas.

· As decisões relacionadas à assistência e tratamentos médicos devem ser feitos com base em princípios éticos.

· Os cuidados paliativos devem ser fornecidos por uma equipe interdisciplinar, fundamental na avaliação de sintomas em todas as suas dimensões, na definição e condução dos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, imprescindíveis para o controle de todo e qualquer sintoma.

A comunicação adequada entre equipe de saúde e familiares e pacientes é a base para o esclarecimento e favorecimento da adesão ao tratamento e aceitação da proximidade da morte.               

O Hospital Belo Horizonte, visando um atendimento de excelência aos seus clientes, criou a Comissão de Cuidados Paliativos, com a missão de atender com dignidade  e de forma holística o paciente em terminalidade de vida e seu familiar durante a evolução da doença e o luto.

 

DIA 14 DE OUTUBRO, DIA MUNDIAL DOS CUIDADOS PALIATIVOS!

QUEM AMA CUIDA! É POSSÍVEL TER DIGNIDADE NO FIM DA VIDA!

Informe-se: Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) - www.paliativo.org.br

                     Instituto Paliar- SP- www.paliar.com.br

 

                     SOTAMIG- Sociedade de Tanatologia de Minas Gerais- www.sotamig.com.br